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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
MARCHA DO PARTO EM CASA
Nos dias 16 e 17 de junho, mulheres ocuparão as ruas de várias cidades brasileiras em defesa dos seus direitos sexuais e reprodutivos, entre eles a escolha pelo local de parto.
No último domingo, dia 10 de junho, o Fantástico veiculou matéria sobre o parto domiciliar, o que causou bastante repercussão. O médico-obstetra e professor da UNIFESP, Jorge Kuhn, foi entrevistado e defendeu o domicílio como um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gravidezes de baixo risco, segundo preconiza a própria Organização Mundial de Saúde.
No dia 11/06, dia seguinte à matéria, o CREMERJ publicou nota divulgando que fará denúncia ao CREMESP para punir o médico-obstetra Jorge Kuhn por ter se posicionado favorável ao parto domiciliar nas condições acima detalhadas.
O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intraparto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.
Em repúdio à decisão arbitrária dos Conselhos de Medicina em punir profissionais que compreendem como sendo da mulher a decisão sobre o local do parto foi idealizada a MARCHA DO PARTO EM CASA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros do ranking mundial.
quarta-feira, 7 de março de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Instituto Nômades e Ishtar realizam 2º Curso de Capacitação de Doulas
O Instituto Nômades e o Ishtar - Espaço para Gestantes realizarão seu 2º Curso de Capacitação de Doulas em março de 2012, no Grande Recife. O curso é voltado para mulheres de qualquer formação profissional que desejam ajudar outras mulheres durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, com foco na humanização do parto e do nascimento. A carga horária total de 40 horas, dividida em 5 dias, incluirá uma atividade prática de 6 horas de duração em uma maternidade local.
As aulas teóricas serão ministradas por uma equipe interdisciplinar com vasta experiência na atenção ao parto, que inclui doulas, obstetras, enfermeira obstetra e fisioterapeuta. A atividade prática terá a supervisão de uma doula experiente.
As vagas são limitadas!
Mais informações e inscrições:
dan@institutonomades.org.br | espacoishtar@gmail.com
sábado, 17 de dezembro de 2011
Doula: as mãos que acolhem e apoiam
Dia de 18 de dezembro de 2011, dia de Nossa Senhora do Bom Parto, será comemorado pela primeira vez o Dia da Doula no estado de São Paulo, através da Lei Estadual Nº 14.586 - Autoria da Deputada Estadual Ana Perugini.
Para todas as mulheres que se dedicam a doular, é uma forma de festejar e divulgar um papel tão antigo e importante na vida das mulheres gestantes e parturientes, mas ao mesmo tempo ainda pouco conhecido e reconhecido. E para as mulheres que estão na fase da vida que podem precisar desse apoio, é uma forma de conhecer, se aproximar.
O significado da palavra doula é "a mulher que serve" e hoje é atribuído ao papel da mulher que dá suporte físico e emocional especialmente durante o trabalho de parto, mas também antes e depois deste. É um papel desempenhado antigamente por mulheres com experiência, já mães, como a própria mãe, tia, avó e mulheres da comunidade, que apoiavam a parturiente no momento do nascimento e pós parto.
Com a medicalização e institucionalização do nascimento, esse papel foi perdendo força e espaço, infelizmente. No Brasil, com a maior divulgação sobre o resgate do parto humanizado, o respeito e não-violência a mulher no momento de parir, a doula tem retomado, aos poucos, esse lugar de suporte inexistente na equipe e tão necessário à mulher.
No Brasil estima-se que hajam cerca de 3.000 doulas capacitadas, porém apenas entre 10% a 20% atuantes, seja como voluntárias ou autônomas. Em nossa região de Sorocaba, são menos de 10 doulas conhecidas e ativistas, mas que tem auxiliado muitas mulheres em partos hospitalares e domiciliares, mudando aos poucos a realidade obstétrica com grupos de apoio, manifestos, movimentos, divulgação em mídia e etc.
Entendendo um pouco o papel da doula: ela é a mulher que pode dar apoio e informação antes, durante e após o parto. Antes do parto, pode auxiliar na elaboração do plano de parto através de informação, conversa e suporte, colaborando na preparação do parto. Durante o trabalho de parto, é a pessoa responsável por apoiar diretamente a mulher através de suporte físico (como massagem, auxílio em posições) e emocinal (como com palavras de incentivo e lembrando do planejamento do parto); também é aquela pessoa que é responsável pelo ambiente e conforto da mulher e sua família, caso necessário, como informar, deixar o ambiente mais confortável, alimentar a parturiente. No pós-parto, pode auxiliar a mulher nos primeiros dias na adaptação com o novo bebê, alimentação, amamentação. Esse papel preenche uma lacuna cultural e profissional inexistente em hospitais e equipes, apesar de muito importante para o sucesso e satisfação da mulher na gestação, parto e puerpério.
As mulheres que se interessam por esse apoio podem buscar em sua cidade ou região em qualquer momento da gravidez, sendo importante também o quanto antes, para que haja tempo de busca de equipe e elaboração de planejamento do parto, já que apenas o acompanhamento da doula não garante que o atendimento médico e hospitalar seja humanizado.
Nós do Ishtar Sorocaba apoiamos o trabalho das doulas e o definimos como "as duas mãos oferecidas à mulher: a que apoia e a que acolhe, acaricia". São as mãos que auxiliam no empoderamento e fortalecimento da mulher, sempre ao seu lado de forma silenciosa e secundária.
É um prazer imenso resgatar o feminino no ambiente e momento do parto, através de fortalecimento de vínculos entre mulheres que se entendem, se apoiam.
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| Michelle Antunes Rocha, Ishtar Sorocaba, apoiada pela doula em conjunto com sua família. Créditos de Kelly Stein. |
Parabéns a todas as doulas que lutam e trabalham pelas mulheres, fortalecendo essa grande rede da humanização do parto e nascimento!
Caso você esteja grávida e esteja em busca de uma doula, em qualquer cidade do Brasil, nos escreva que auxiliaremos a encontrá-la: espacoishtarsorocaba@gmail.com
E você que foi acompanhada por uma doula, deixe aqui seu breve relato-depoimento!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
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