quarta-feira, 4 de julho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

MARCHA DO PARTO EM CASA




Nos dias 16 e 17 de junho, mulheres ocuparão as ruas de várias cidades brasileiras em defesa dos seus direitos sexuais e reprodutivos, entre eles a escolha pelo local de parto.

No último domingo, dia 10 de junho, o Fantástico veiculou matéria sobre o parto domiciliar, o que causou bastante repercussão. O médico-obstetra e professor da UNIFESP, Jorge Kuhn, foi entrevistado e defendeu o domicílio como um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gravidezes de baixo risco, segundo preconiza a própria Organização Mundial de Saúde.

No dia 11/06, dia seguinte à matéria, o CREMERJ publicou nota divulgando que fará denúncia ao CREMESP para punir o médico-obstetra Jorge Kuhn por ter se posicionado favorável ao parto domiciliar nas condições acima detalhadas.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and Gynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intraparto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.

Em repúdio à decisão arbitrária dos Conselhos de Medicina em punir profissionais que compreendem como sendo da mulher a decisão sobre o local do parto foi idealizada a MARCHA DO PARTO EM CASA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros do ranking mundial.

quarta-feira, 7 de março de 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Instituto Nômades e Ishtar realizam 2º Curso de Capacitação de Doulas


O Instituto Nômades e o Ishtar - Espaço para Gestantes realizarão seu 2º Curso de Capacitação de Doulas em março de 2012, no Grande Recife. O curso é voltado para mulheres de qualquer formação profissional que desejam ajudar outras mulheres durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, com foco na humanização do parto e do nascimento. A carga horária total de 40 horas, dividida em 5 dias, incluirá uma atividade prática de 6 horas de duração em uma maternidade local.

As aulas teóricas serão ministradas por uma equipe interdisciplinar com vasta experiência na atenção ao parto, que inclui doulas, obstetras, enfermeira obstetra e fisioterapeuta. A atividade prática terá a supervisão de uma doula experiente.

As vagas são limitadas!

Mais informações e inscrições:
dan@institutonomades.org.br | espacoishtar@gmail.com

sábado, 17 de dezembro de 2011

Doula: as mãos que acolhem e apoiam

Dia de 18 de dezembro de 2011, dia de Nossa Senhora do Bom Parto, será comemorado pela primeira vez o Dia da Doula no estado de São Paulo, através da Lei Estadual Nº 14.586 - Autoria da Deputada Estadual Ana Perugini.


Para todas as mulheres que se dedicam a doular, é uma forma de festejar e divulgar um papel tão antigo e importante na vida das mulheres gestantes e parturientes, mas ao mesmo tempo ainda pouco conhecido e reconhecido. E para as mulheres que estão na fase da vida que podem precisar desse apoio, é uma forma de conhecer, se aproximar.

O significado da palavra doula é "a mulher que serve" e hoje é atribuído ao papel da mulher que dá suporte físico e emocional especialmente durante o trabalho de parto, mas também antes e depois deste. É um papel desempenhado antigamente por mulheres com experiência, já mães, como a própria mãe, tia, avó e mulheres da comunidade, que apoiavam a parturiente no momento do nascimento e pós parto.

Com a medicalização e institucionalização do nascimento, esse papel foi perdendo força e espaço, infelizmente. No Brasil, com a maior divulgação sobre o resgate do parto humanizado, o respeito e não-violência a mulher no momento de parir, a doula tem retomado, aos poucos, esse lugar de suporte inexistente na equipe e tão necessário à mulher.

No Brasil estima-se que hajam cerca de 3.000 doulas capacitadas, porém apenas entre 10% a 20% atuantes, seja como voluntárias ou autônomas. Em nossa região de Sorocaba, são menos de 10 doulas conhecidas e ativistas, mas que tem auxiliado muitas mulheres em partos hospitalares e domiciliares, mudando aos poucos a realidade obstétrica com grupos de apoio, manifestos, movimentos, divulgação em mídia e etc.

Entendendo um pouco o papel da doula: ela é a mulher que pode dar apoio e informação antes, durante e após o parto. Antes do parto, pode auxiliar na elaboração do plano de parto através de informação, conversa e suporte, colaborando na preparação do parto. Durante o trabalho de parto, é a pessoa responsável por apoiar diretamente a mulher através de suporte físico (como massagem, auxílio em posições) e emocinal (como com palavras de incentivo e lembrando do planejamento do parto); também é aquela pessoa que é responsável pelo ambiente e conforto da mulher e sua família, caso necessário, como informar, deixar o ambiente mais confortável, alimentar a parturiente. No pós-parto, pode auxiliar a mulher nos primeiros dias na adaptação com o novo bebê, alimentação, amamentação. Esse papel preenche uma lacuna cultural e profissional inexistente em hospitais e equipes, apesar de muito importante para o sucesso e satisfação da mulher na gestação, parto e puerpério.
As mulheres que se interessam por esse apoio podem buscar em sua cidade ou região em qualquer momento da gravidez, sendo importante também o quanto antes, para que haja tempo de busca de equipe e elaboração de planejamento do parto, já que apenas o acompanhamento da doula não garante que o atendimento médico e hospitalar seja humanizado.

Nós do Ishtar Sorocaba apoiamos o trabalho das doulas e o definimos como "as duas mãos oferecidas à mulher: a que apoia e a que acolhe, acaricia". São as mãos que auxiliam no empoderamento e fortalecimento da mulher, sempre ao seu lado de forma silenciosa e secundária.

É um prazer imenso resgatar o feminino no ambiente e momento do parto, através de fortalecimento de vínculos entre mulheres que se entendem, se apoiam.

Michelle Antunes Rocha, Ishtar Sorocaba, apoiada pela doula em conjunto com sua família. Créditos de Kelly Stein.
Parabéns a todas as doulas que lutam e trabalham pelas mulheres, fortalecendo essa grande rede da humanização do parto e nascimento!

Caso você esteja grávida e esteja em busca de uma doula, em qualquer cidade do Brasil, nos escreva que auxiliaremos a encontrá-la: espacoishtarsorocaba@gmail.com

E você que foi acompanhada por uma doula, deixe aqui seu breve relato-depoimento!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

I Seminário Nacional sobre Humanização do Parto e Nascimento


Representantes do Ishtar e da Parto do Princípio estarão presentes neste evento!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011