quarta-feira, 28 de setembro de 2011

[Belém] Cauã, de Dayane

De 10 a 16 de outubro é comemorada a Semana Mundial do Babywearing.
Até lá o blog Bebê Ishtar estará postando fotos de mamães, papais e seus bebês.

A foto de estréia é de Cauã, de Dayane.

"Estiloso, prático, confortável. O sling pra gente foi um achado. Foi uma das formas de permanecer com o vínculo fora da barriga. Nesta foto Cauã estava com 7 meses. Hoje está com 1 aninho, mas desde que nasceu adora o saquinho."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

[Recife] Programação SMAM - 2011

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

[Belém] Uma história de amamentação feliz, sem final...

Se para algumas mães o retorno ao trabalho é uma angústia, para outras a experiência é uma feliz surpresa. Esse é o caso de Ana Paula Gaia, uma mamãe paraense que divide conosco sua experiência de continuar amamentando após a licença-maternidade que se multiplica em vida e esperança para diversas outras crianças.

No meu retorno ao trabalho (18/07/2011) depois de 6 meses de licença-maternidade (6 meses de amamentação exclusiva da Maitê) não fiz o estoque de leite materno em decorrência de uma viagem que fiz com a família, mas deixei de fazer confiando no meu excesso de produção de leite.
Quando retornei a Belém, em um sábado, 2 dias antes de voltar ao trabalho, passei o domingo inteiro (inclusive de madrugada) fazendo extração de leite para deixar para a Maitê na segunda-feira, dia do meu retorno ao trabalho. Consegui tirar nesse dia mais ou menos uns 300ml de leite, além de amamentar meus dois pequenos (Maitê e Augusto).

Eis que chegou segunda-feira, e ao voltar para casa depois do trabalho, meus seios estavam extremamente cheios, de forma que devo ter tirado uns 400ml de leite. E assim foi terça, quarta, quinta e sexta-feira da semana passada.

Resumo da ópera: Eu consegui não só fazer o estoque
da Maitê como também consegui fazer doação de leite materno para o Banco de Leite Humano da Santa Casa de Misericórdia do Pará, mais especificamente para os bebês prematuros da UTI Neonatal.

Ontem liguei para o Banco de Leite pedindo potinhos de vidro e informando que tinha leite para doação. Disse que não tinha mais nenhum potinho e que precisaria para hoje, no retorno ao trabalho, quando consigo tirar no mínimo 350ml de leite. Hoje os Bombeiros da Vida, que trabalham no Banco de Leite Humano da Santa Casa, vieram aqui buscar o estoque de leite e deixar os benditos potes exatamente na hora que marcaram, às 15hs. Ficaram surpresos com a quantidade de leite congelado e me deixaram nada menos que DEZ potinhos vazios para que eu possa continuar a doação. Disseram que assim que eu tiver mais posso ligar para avisar que eles vem buscar.

Estou feliz por estar conseguindo fazer a alimentação complementar de Maitê de forma absolutamente serena (já que ela é boa de boca e come a frutinha, o almoço e ainda toma o leitinho da mamãe no copinho), por estar conseguindo fazer estoque de leite para ela na maior tranquilidade, por continuar amamentando tanto ela quanto Augusto, e por estar, em um momento delicado nos bancos de leite humano (época de férias), contribuindo com o nosso leitinho para salvar muitas vidas.

Gotas de leite materno são nada menos que gotas de vida. Para nós pode não ser muita coisa, mas para bebês prematuros leite materno significa a mais pura e rica nutrição.

Se você amamenta e tem excesso de leite, ajude também esses bebês. O Banco de Leite Humano da Santa Casa dá todo o apoio necessário.

Obrigada meu Deus por ter me dado toda essa fartura de leite, de forma a poder amamentar meus filhos e nutrir bebês prematuros que lutam diariamente pela vida!!!

Agradeço muito a Santa Casa pelo apoio e agradeço também ao Ishtar - Espaço para Gestantes, que levanta diariamente a bandeira da amamentação e doação de leite materno.

Esta é a história da Ana Paula Gaia, mamãe do mamador Augusto (2 anos) e da mamadora Maitê (6 meses).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mamaço Nacional - Brasília

No próximo domingo, dia 5 de junho, comemora-se o Dia do Meio Ambiente e, paralelamente a isso, haverá um Mamaço Nacional, com adesão de várias cidades. E Brasília não vai ficar de fora.

Local: Parque Olhos D’água (Asa Norte) - as mães se reunirão no gramado atrás da Administração do parque; levem toalhas para piquenique e comidinhas saudáveis para a confraternização das mam(m)as!

Hora: 15h30

sábado, 14 de maio de 2011

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE DOULAS - RECIFE

É com grande alegria que o Instituto Nômades e o Ishtar Espaço para Gestantes anunciam a tod@s a realização do seu CURSO DE CAPACITAÇÃO DE DOULAS no Grande Recife. Vejam mais detalhes abaixo e no cartaz em anexo. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas!
- Objetivo do curso: capacitar mulheres de diversas áreas/profissões para atuarem como doulas (acompanhantes de parto) em partos hospitalares e domiciliares.
- Público alvo: mulheres de qualquer formação profissional que desejam ajudar outras mulheres no trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

- Período de realização: 09 a 12 de julho de 2011
- Carga horária total: 37 horas (haverá uma atividade prática numa maternidade local com 5 horas de duração)
- Local: Granja Jaguaroca, Aldeia, Camaragibe/PE
- Equipe:
Melania Amorim (obstetra)
Leila Katz (obstetra)
Dan Gayoso (doula)Ana Katz Schuler (doula)
Kelly Brasil (doula)
Fabiana Melo (fisioterapeuta)
Marcelle Mello (enfermeira obstetra)

-Valor: R$ 600,00 (pode ser parcelado em até 3 vezes)
- Mais informações/inscrições: (81) 3454.2505 | 9973.
8035 | 8825.1274 - dan@institutonomades.org.br | espacoishtar@gmail.com

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Marcha das Parteiras de Brasilia no Correio Braziliense

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/05/06/interna_cidadesdf,251020/parteiras-reinvidicam-maior-reconhecimento-na-profissao.shtml

Parteiras reinvidicam maior reconhecimento na profissãoEm passeata pela Esplanada dos Ministérios, parteiras práticas e graduadas se reuniram, no dia mundial de sua categoria, a fim de reivindicar maior reconhecimento para a profissão no Brasil.

Luiz Calcagno

Janaína Moreno de Carvalho nasceu em casa. A mãe, Flávia Ilíada Oliveira, 30 anos, teve ajuda de uma parteira e de uma doula para dar à luz a filha. Tudo correu tranquilo, sem sustos no meio do caminho. A menina chegou saudável ao mundo e o pai foi o primeiro a pegá-la no colo. A história da mãe e da criança, no entanto, não é antiga, como se pode imaginar em uma época em que grande parte dos bebês nasce em quartos de hospitais. Ocorreu há apenas oito meses. Janaína também não nasceu em um lugar sem acesso a unidades e centros de saúde. Foi concebida na capital federal. Flávia é publicitária e faz parte de um grupo de mães que escolheram ter um parto normal, humanizado.


“Foi uma experiência transformadora e de respeito à mulher”, relatou. “Quando damos à luz em casa, com uma parteira, há um respeito ao tempo da mãe e da criança. Meu marido participou diretamente, então, os laços familiares ficaram fortalecidos. Ele pegou minha filha no colo quando ela nasceu. Antigamente, era assim que funcionava. A mulher se recolhia. Agora, são muitos médicos, muita luz. Em um hospital universitário, às vezes, vários estudantes de medicina assistem ao parto, quando ele deveria ser mais íntimo. Também é uma forma de resgatar uma tradição.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que apenas 15% dos partos realizados sejam cesarianas. Embora o número de procedimentos humanizados feitos no Distrito Federal e no Brasil supere o das cirurgias, o país ainda está longe de alcançar a marca. Brasília, por exemplo, registrou, em 2010, um total de 40.543 partos em hospitais públicos. Desses, 25.238, pouco mais de 62%, ocorreram sem uso do bisturi. Nacionalmente, dos 1,96 milhão de partos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 1,24 milhão foram humanizados — aproximadamente 63% do total. Os números são da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde, respectivamente.

Ontem, no Dia Mundial da Parteira, profissionais práticas (tradicionais) e graduadas fizeram uma passeata que seguiu do Ministério da Saúde para o Palácio do Planalto. A Marcha Regional das Parteiras, que reuniu profissionais do DF e do Entorno, durou cerca de duas horas e contou com representantes de São Paulo, do Amapá e de Tocantins. A categoria reivindicou maior reconhecimento do governo para os dois ramos da profissão. As graduadas pedem mais apoio governamental e as tradicionais querem ser reconhecidas como agentes de saúde. Na próxima semana, elas vão entregar uma carta com as reivindicações nos gabinetes dos deputados federais.

Para Paloma Terra, parteira graduada e organizadora da Marcha Regional das Parteiras, esses números estão abaixo das expectativas, principalmente pela “falta de atenção do governo com a categoria”. Ela alega que os quase 40% de cesarianas que ocorrem no DF e no Brasil ainda representam um número muito alto. “Na rede particular, a quantidade de procedimentos cirúrgicos de parto sobe para 80%. O Hospital Brasília, o melhor do DF, tem 90%. É urgente a integração das parteiras na atenção à saúde maternoinfantil no Brasil. Somos campeões mundiais de cesarianas. A cirurgia acarreta cinco vezes mais riscos para a mãe e para a criança”, alertou.

Humanização
Na visão de Paloma, o sistema está desumanizado. Ela alega que cerca de 17% das mulheres que dão à luz no setor privado e pelo menos 27% das que entram em trabalho de parto no setor público sofrem algum tipo de maus-tratos. “As mulheres saem do parto traumatizadas. Países como a Holanda e Escandinávia, com maior índice de saúde maternoinfantil do mundo, reconhecem essas profissionais. A parteira atende em caso de baixo risco”, exemplificou. Para a professora da Universidade de Brasília e parteira Silvéria Santos, a manifestação serve para dar visibilidade à categoria. “O sistema de saúde brasileiro omite a parteira tradicional. Não registram esses partos. Ela é uma mulher que atende a mãe e respeita a cultura, os valores eos hábitos da mulher”, afirmou.

Moradora de Santo Antônio do Descoberto (GO), Sebastiana Mendes, 84 anos, realiza partos desde 1960. Ela conta que nunca perdeu uma mãe ou filho durante um parto humanizado. “Me considero importante. Nos valorizar é o caminho certo. É uma profissão muito séria e o governo deveria nos respeitar e agir”, opinou. Embora não tenha filhos, a estudante Alaya Dullius, 26, identificou-se com a causa. “Acho que temos que melhorar o atendimento obstétrico no Brasil. Ele é violento e desrespeita as recomendações da OMS fazendo cesarianas desnecessárias. Se a gente melhora a forma de nascer, cria um mundo mais humano.”

Apoio psicológico
No parto normal ou humanizado, a doula é uma mulher que geralmente acompanha a parteira.

Ela ajuda em todos os procedimentos, mas tem o papel fundamental de prestar apoio físico e emocional à mãe, além de prestar informações sobre a gravidez.

A presença da doula possibilita um parto mais seguro, mais rápido e menos doloroso.